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Outros estudiosos atribuem o
“Apso” de seu Nome a sua função original: ser o sentinela do
palácio de De Potala, residência do Dalai Lama e para
justificar esta Interpretação evocam o nome original da raça
:Apso seng Kye, que seria o equivalente a cão de sentinela
que ruge como um leão.
Durante toda a fase inicial de raça, ainda em seu país de
origem, o Lhasa era considerado um cão sagrado, e os
budistas acreditavam ser uma encarnação de antigos Lamas.
Acompanhavam os monges onde quer que fossem e tinham como
função zelar pelas propriedades dando o alerta ao menor
sinal, uma vez que a raça era reconhecida por sua audição
extremamente sensível. Acreditavam-se ainda, que os Lhasas
seriam capazes de prever avalanches nas montanhas.
Estes pequenos cães foram apresentados em inúmeros trabalhos
em artesanatos de madeira, cerâmica, porcelana e seda e era
frequentemente colocados em lugar de destaque nos altares
domésticos.
Sua condição de ‘cão sagrado’ determinava que eles jamais
deveriam ser trocados por dinheiro e ganhar um lhasa era um
sinal de apreço extremo e de boa condição social. Alguns
exemplares eram também encontrados nas cortes reais da China
e Japão.
Do Oriente os Lhasas iniciaram sua expansão a partir da
Inglaterra onde acredita-se que os primeiros exemplares
tenham chegado em 1900, pelas mãos de oficiais do exército
britânico, especialmente o coronel Bailey, considerado o
introdutor da raça no Ocidente. Nos E.U.A, a raça chegou
apenas em 1933 pelas mãos do próprio Dalai Lama. Já no
Brasil, a raça só chegou em 1966. |